Carta ao Magnifico Reitor da UFG.

Ao magnífico Reitor da UFG Universidade Federal de Goiás

Vimos, através desta,lamentar o descaso desta reitoria quanto o encaminhamento do projeto de escolarização objeto de termo de parceria desta Universidade com INCRA/Pronera, que tem  como objetivo escolarizar jovens e adultos nos assentamentos de reforma agrária.  O projeto foi fruto de uma demanda levada pelos movimentos sociais, especificamente Terra Livre, MST e FETAEG. A um grupo de professores desta universidade do Campus de Catalão, que se interessaram pela nossa solicitação e elaboram o projeto, aprovando o mesmo junto ao INCRA/ Pronera. No ano de 2011.  Bem como, construindo e elaborando o material pedagógico no qual seria objeto de apoio para os educadores.

Mas infelizmente, o trâmite na universidade sempre foi muito truncado, fizemos mais de uma reunião com o magnífico Reitor para tratar do assunto, como também várias conversa com o Vice Reitor , dezena de reunião com a servidora responsável pelo setor de finanças da Funap. Buscando dar agilidade ao processo foram varias os compromissos assumidos e não cumprido cansamos de telefonar, de fazer vigília na anti sala da reitoria, no decorre do anode 2012 , mesmo assim devido a demora em concluir o plano de trabalho os  recursos foram recolhidos  pelo INCRA . Retomamos o processo no ano de 2013,já chegamos ao final do ano,sem que consigamos concluir os ajustes no plano de trabalho do projeto. Com isso o Pronera Nacional recolheu os recursos e propõe o fim do termos de  parceria.

Não compreendemos a reitoria, não cumpre os compromissos assumidos sendo que todos os obstáculos técnico e jurídico foram superados. Só nos resta lamentar pelo descaso neste caso,pois sabemos que a educação secundaria não é papel da universidade, porém é papel da universidade oensino ,a pesquisa e extensão,neste caso  demonstra um descaso com a extensão, sendo que os recursos já estão  garantido e os alunos aguardando lá no campo a mais de dois anos  para começarem as aulas. O mas incompreensível é que a UFG é uma universidade pública e o Pronera é uma política pública .  Todos sãoparte de um mesmo governo, não há oposição aparente entre o reitor e o governo central , a servidora em questão é paga com dinheiro público de todos os trabalhadores urbanos e rurais.

Infelizmente os recursos serão recolhidos e redirecionados, conforme foi anunciados pela seguradora nacional do pronera que esteve em Goiânia no mês de agosto  em reunião com INCRA, e com a servidora da universidade que havia se comprometido fazer os ajustes e entregar o processo no mês de setembroe já estamos em  novembro nem um retorno.  Centenas de camponês continuarão semi analfabetos por culpa de uma  burocrata e seus chefes , todos  vivem dos recursos do estado, mais não se movem em direção ao povo mais humilde. Reconhecemos o esforço do grupo de professores da própria universidade que fizeram de tudo, porém moremos na mesa dos burocratas.

Executiva Estadual do  Terra Livre.GO.

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