Fazendeiros são condenados por trabalho escravo em Jataí


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Além de prisão, condenação da Justiça Federal inclui multas
Redação
Vara Única da Justiça Federal em Jataí condenou Oscar Antônio Rossato e Ivandro Carlos Popik por trabalho análogo à escravidão e falsificação de documentos públicos.
Ambos eram responsáveis por uma plantação de cabaças na Fazenda Rio Claro, em Jataí, onde mantinham 17 trabalhadores rurais em condição análoga à escravidão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal em Rio Verde (MPF-GO), as vítimas eram mantidas em condição degradante, sem alojamento adequado, instalações sanitárias, falta de água e alimento suficiente, entre outros fatores.
Também eram omitidas informações nas carteiras de trabalho dos funcionários, como nome, dados pessoais e remuneração.
Oscar Rossato, arrendatário da terra, foi condenado a nove anos de prisão, com cumprimento inicial da pena em regime fechado, além de pagar multa diária de cinco salários mínimos de 2012 por 350 dias, totalizando mais de R$ 1 milhão.
Ivandro Popik, responsável pela produção da plantação, deve pegar seis anos de prisão, com cumprimento inicial em regime semiaberto, e multa diária de 1/30 de um salário mínimo de 2012 por 230 dias, totalizando cerca de R$ 4,8 mil

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