24 de setembro de 2020
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Contra o aumento da passagem: o direito à cidade

Sabemos que não são apenas os centavos. Trata-se de um questionamento a respeito de em que cidade queremos viver e de quais são as regras do jogo.

A truculência da polícia observada nos atos é cotidiana na periferia, onde as balas não são de borracha. Mas a polícia deixou muito clara a ordem que pretende manter, e que seu papel é oprimir trabalhadores e disseminar o terror, e não cuidar da população.

Também a mídia burguesa mostrou a que veio: criminalizar movimentos sociais, desqualificando os manifestantes e as supostas lideranças, deslegitimando a pauta, ignorando a violência policial (até os repórteres deles também serem feridos, no caso de SP).

O aumento de passagens já tão caras coloca em evidência o projeto de cidade que a burguesia tem para nós: um lugar em que não temos acesso a direitos básicos, o direito de ir e vir, se trata, na verdade, do acesso à própria cidade e seus recursos. Amplia-se, cada vez mais, a exclusão.

Os processos de despejo que vemos pipocando por todo o país também fazem isso: reduzem o acesso à cidade, ao jogar as pessoas cada vez mais para longe dos recursos que podem melhorar sua qualidade de vida. Pobreza não é compatível com acesso a direitos.

Questionar o aumento (ou melhor: o pagamento da passagem) se trata de questionar o projeto de cidade (e sociedade) que a burguesia tem para nós.

Todo apoio à lutas contra o aumento da passagem!

 

Comunicação Terra Livre

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